Este painel foi coordenado pela Heloísa Magalhães que é jornalista do Valor Econômico. Ela começou falando que eles iriam tentar responder os questionamentos feitos por Jorge Vidor, sobre o que esperar do 3G e tentar explicar o que é este momento e sua evolução.

Primeiro Paulo Breviglieri, diretor sênior de desenvolvimento de negócios da Qualcomm, que fez uma visão introdutória sobre o que é a tecnologia atual de 3G. O dela é HSPA (rel 5 e 6). HSPA significa High Speed Packet Access. Ele é uma evolução do WCDMA (rel99 – 384k) que surgiu no Japão.

O HSPA na verdade é o conjunto do HSDPA (download) e o HSUPA (upload). Já estão previstos normas para depois do HSPA. O HSPA+ (evolved – rel 7, 8 e 9) que é uma melhoria na norma, alcançando o dobro da velocidade do anterior e com isto torna o VoIP com melhor qualidade. Depois do HSPA+ o provável padrão será o LTE, Long Term Evolution.

Conrado Rocha, da Nokia Siemens Networks, falou sobre a rede disponível atuamente que é de 7.2 MB, mas que não consegue chegar efetivamente a esta taxa. Falou também alguns números atuais de dispositivos 3g disponíveis. São 70 PC Cards, 80 USB dongle, 61 notebooks embarcados com 3G, 100 celulares e até câmeras e outros dispositivos.
Falu que em 2015 existiram 5 bilhões de usuários de 3G que é 100 vezes maior que hoje. A previsão de aumento de banda também chega a 350% do que é hoje em apenas 6 meses de agora. Os preços devem ser bem competitivos. A Finlândia tem um plano que por 9.80 euros para o plano de 2MB de 3G.

Edmundo Neder, diretor de redes sem fio da Alcatel Lucent, disse que a tendência é que a tecnologia base de suporte ao 3G seja IP. Com uma palestra um pouco mais técnica, ele sugere que tudo seja transformado em uma rede IP, já que ela é de uso estatístico (pacotes). Dessa forma, isso evitará o futuro gargalo causado pelo o uso da rede 3G.