José Luciano do Vale, gerente de marketing técnico MediaFLO da Qualcomm, mostrou números como que 10% dos celulares no mundo são smartphone. No Brasil o número chegou a 11,8%. Outros números são que o uso dee . Para exemplificar, ele usou o exemplo de Portugal em 2007 que tinha 13,4 milhões de celulares. Destes, 22,9% dos celulares eram 3G, mas ativos no ultimo trimestres de 2007 eram 6,5%. Neste mesmo períos foram feitas 800 mil chamadas de vídeo e a média de SMS eram de 129/mês.

A população mundial esta em 6.65 bilhões de pessoas. Só de número de telefones existem 3.2 bilhões, o equivalente a metade da população mundial. Para comparação, existem 1.2 bilhões de aparelhos de TV. Segundo estudos de interesse de usuário, eles desejam TV no Celular. Os requisitos para isto é a banda larga e aparelhos compatíveis. O Japão e a Coréia e os Estados Unidos são líderes nesta área.

Eduardo Tude da Teleco calcula que 21% da população brasileira utilizará 3G. Os principais problemas serão: a cobertura irregular da rede, mas que ao longo prazo será resolvida com a identificação de buracos. A outra é a melhoria da rede. O Backhaul será um grande problema para as operadoras de celular.

Falou também do resultado do último leilão em que a Oi e a Vivo terão 100% de cobertura. A Claro e a Vivo já tem seus produtos no mercado e a TIM e a BRT devem lançar seus produtos 3G em três meses.

Sobre os planos 3G, normalmente as empresas tem uma limitação de 1GB de download mensal, com exceção da Claro. Alguns números apresentados em que a receita de serviços nomalmente é de 8% da receita líquida de serviços. Tem operadoras 3G que já tem 20% da receita nela.

As tendências são 3G no celular e no USB banda larga no laptop/PC. A precisão é que em 2008 teremos 4 bilhões de celulares contra 1 bilhão de computadores.

Este painel foi coordenado pela Heloísa Magalhães que é jornalista do Valor Econômico. Ela começou falando que eles iriam tentar responder os questionamentos feitos por Jorge Vidor, sobre o que esperar do 3G e tentar explicar o que é este momento e sua evolução.

Primeiro Paulo Breviglieri, diretor sênior de desenvolvimento de negócios da Qualcomm, que fez uma visão introdutória sobre o que é a tecnologia atual de 3G. O dela é HSPA (rel 5 e 6). HSPA significa High Speed Packet Access. Ele é uma evolução do WCDMA (rel99 – 384k) que surgiu no Japão.

O HSPA na verdade é o conjunto do HSDPA (download) e o HSUPA (upload). Já estão previstos normas para depois do HSPA. O HSPA+ (evolved – rel 7, 8 e 9) que é uma melhoria na norma, alcançando o dobro da velocidade do anterior e com isto torna o VoIP com melhor qualidade. Depois do HSPA+ o provável padrão será o LTE, Long Term Evolution.

Conrado Rocha, da Nokia Siemens Networks, falou sobre a rede disponível atuamente que é de 7.2 MB, mas que não consegue chegar efetivamente a esta taxa. Falou também alguns números atuais de dispositivos 3g disponíveis. São 70 PC Cards, 80 USB dongle, 61 notebooks embarcados com 3G, 100 celulares e até câmeras e outros dispositivos.
Falu que em 2015 existiram 5 bilhões de usuários de 3G que é 100 vezes maior que hoje. A previsão de aumento de banda também chega a 350% do que é hoje em apenas 6 meses de agora. Os preços devem ser bem competitivos. A Finlândia tem um plano que por 9.80 euros para o plano de 2MB de 3G.

Edmundo Neder, diretor de redes sem fio da Alcatel Lucent, disse que a tendência é que a tecnologia base de suporte ao 3G seja IP. Com uma palestra um pouco mais técnica, ele sugere que tudo seja transformado em uma rede IP, já que ela é de uso estatístico (pacotes). Dessa forma, isso evitará o futuro gargalo causado pelo o uso da rede 3G.

O jornalista Jorge Vidor foi convidado para aquecer o evento e instigar a discussão sobre o assunto. Começou passando uma visão geral do que esperar com a entrada do 3G no Brasil. Falou que o que mais cresceu no Brasil foram os serviços de comunicação a distância e a venda de veículo, sendo que ele chama a atenção que o Amapá foi o proporcionalmente o líder em aquisição de veículos. Mostrou números do último PNAD em que no Brasil 22,1% tem microcomputadores e 17% tem acesso a internet. No Rio de Janeiro a taxa é maior com 29% da população tem microcomputadores e 23% tem acesso à banda larga.

A receita de celulares foi de 50 bilhões de reais. A previsão é que a rede 3G possa ser um por cento da receita da operadora, rendendo 500 milhões de reais. As operadoras pagaram 5,3 bilhões de reais das redes 3G. Se elas estão apostando tanto dinheiro e conhecem o que já aconteceu com o mercado internacional, pode apostar que será um mercado que crescerá bastante.

Ele concluiu que ninguém sabe ao certo o que esperar do 3G, se ele irá pegar ou não, mas a chance é muito grande, principalmente pela carência de banda larga atualmente no Brasil.

Mais uma cobertura de evento, agora da oitava edição do Rio Wireless. O foco deste ano foi no 3G e tocou em temas como leilão de banda, oportunidades deste mecardo e vários assuntos relacionados. Foram dois dias de palestras com vários profissionais.
Veja como foi a cobertura das palestras e embaixo acompanhe como foi a abertura do evento.

Cobertura dia 1

Cobertura dia 2

Abertura do evento
Cerimônia de abertura foi feita por Márcia Peres, diretora do Iplan Rio que falou da importância de eventos como este para o mercado e para o Rio de Janeiro. Falou que só de chegar a oitava edição já é um marco a ser comemorado.

Paulo Coelho, representando tanto o PRODERJ como o conselho ABEP, falou de diversas iniciativas do governo do estado para criar cidades digitais como a Piraí Digital e falou que a experiência foi reproduzida em oito novas cidades. Falou também que todas as inscrições de alunos nas escolas públicas já são confirmadas 100% pela internet e que em breve a confirmação será por torpedo (móbile gov). Como ABEP, citou também de iniciativas em todo o Brasil de integrar internet as cidades do interior.

Alexandre Cardoso não pode vir e mandou um substituto que se desculpou e disse que não podia dar a visão política tal qual Alexandre daria, mas falou que tentaria representá-lo nas idéias. Falou que vivemos um momento de profunda transformação e que a união de todos possibilitaria grandes transformações na sociedade.

Heliomar Lima que é do ministério das comunicações falou sobre iniciativas do governo. Falou do leilão 3g que aconteceu em dezembro que várias operadoras participaram e adquiriam banda. Falou também de experiências no Brasil como o WiMAX em Pernambuco.

Nelson Takanagi da Anatel ficou preso no trânsito e não consegui chegar ao evento e não foi substituído.

o Fabio Gandour da IBM pergunta se pode introduzir o Richard Laemer autor do Punk Marketing.
Punk não é um estilo de cabelo, é uma maneira de agir. Por que não estamos aqui hoje.
Ele diz que não tem magic bullet. Temos que nos mexer e fazer a revolução. O consumidor está no controle. Citou o mundo do música e o impacto do punk. Cita que o Punk marketing é algo que você não sabe como vê, mas terá certeza quando vir, já que é impactante.
Questiona por que precisamos do Punk Marketing.

Para quem quiser, o manifesto punk está online e só consultar pois tudo que ele tem mostrado está lá. Ao evitar o risco, você simplesmente morre. O seguro é chato. Faça tudo o que você acredita. Nada é seguro. Citou de novo o case do subservient chicken e falou que isto era arriscado, mas valeu a pena pois gerou milhões de impressões. Depois ela foi copiada por muitos.

Falou de várias mentiras do marketing como alcançar a massa é cost effective. Nem tudo é massificado. Você tem que ser forte, bold e não fraquejar. Pessoas são individuais. Falou vídeo do YouTube da bridezilla que no dia do casamente não gostou do cabelo fez uma bagunça que foi filmada.

O artigo do manifesto favorito dele é o que os consumidores podem não estar certos e citou que quando Henri Ford quando foi perguntar sobre o que as pessoas precisavam para transporte elas responderam um cavalo mais rápido. Grandes marcas não nasceram de focus group.
Falou que honestidade é o ponto de partida e que precisamos de inimigos. Eles criam desafios. Falou de um case de um hamburger que não constava nos menus e que mudava de nome de tempos em tempos e que só quem sabia o nome podia comprar. Falou que a Apple é punk e uma religião enquanto o Google não é punk pois é consistente. Uma das três melhores palestras do evento.

O Alex Pinheiro da Gol Mobile falou apenas sobre como o mercado de telefonia evoluiu. Seu tom informal de mais fica sem graça. Falou na cifra de 58,7 brilhões do mercado e que exitem practice online blackjack atlantic city 120 milhões de linhas de celular. Ele falou de portabilidade que será um desafio para o mercado de celular. Contou que resolver focar em classe C, D e teve sucesso.

Fraca no geral.

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