web2.0


Começo uma nova fase profissional. Tive a oportunidade de trabalhar por 9 anos em uma mesma empresa. Isto me permitiu acompanhar a fase embrionária das ações de marketing na internet, criar banners diversos para diversos portais, ver muitas mudanças de layout sempre pensando nos usuários cada vez mais experientes e exigentes, vi diversas novidades surgirem, padrões se estabelecerem, tecnologias sucumbirem, uma bolha estourar e acompanhar toda a evolução até este momento.

Deixo um projeto muito legal em desenvolvimento de web 2.0 e uma semente plantada na cabeça das pessoas que ficam. Ela já germinou e desponta de forma maravilhosa. Agora é só um pouco de paciência e cuidado para que ela vingue e seja algo grandioso. Sinto que se encerra um ciclo com o sentimento de dever cumprido. Foi muito bom viver tantos projetos legais e que me ensinaram muito com tantas pessoas diferentes e interessantes e que me moldaram o que sou hoje.

Nesta nova fase, já sei que terei grandes parceiros com idéias maravilhosas. Será uma oportunidade incrível. Estou ansioso para começar e poder trabalhar em conjunto com eles. As possibilidades são inúmeras. Já estava com este plano para este ano e o destino e a sorte só contribuíram para que tudo se concretizasse. Pretendo continuar a fazer o que gosto: escrever, mas agora pelo visto escreverei mais em inglês. =)

Vi pelo Digg uma matéria sobre o um viral de Heroes chamado Zeroes. Veja o vídeo abaixo e então continue lendo o post. Se ainda não conhece Heroes, visite Heroes na Wikipedia.

Para quem conhece a série, o vídeo é hilário. O cara que chuta a cabeça representa tão mal quanto a Niki. Voltando ao assunto, vejam como a NBC aproveitou a internet para alavancar Heroes e alcançar a maior audiência do canal dos últimos cinco anos em série dramática.

Independente do termo Web 2.0, vivemos um momento em que o usuário gera o conteúdo em blogs e wikis, vídeos ganham viralidade na rede e os formadores de opinião tem muita força. A empresas ainda estão aprendendo isto. Participei do primeiro evento de web 2.0 e o que para elas é novidade, para nós faz parte do dia-a-dia. O Fábio usou uma boa expressão para isto. As empresas estão que nem barata tonta tentando descobrir o que fazer. Algumas acertam e Heroes é um bom exemplo.

A experiência do telespectador não se limita apenas na TV. A interação já acontece com SMS, ligações e sites, mas algumas emissoras estão indo além. Eles tem claro um site da série, só que tem também o Heroes 360 experience que é a extensão da série onde eles aproveitam a internet para criar a experiência da série.

Esta experiência funciona mais ou menos assim. Você recebe informações nos episódios como um cartão de visitas que tem a que apareceu no episódio tem também um número de telefone que funciona com o código que está no verso do cartão de visitas. O código de acesso do cartão é revelado no blog da Samantha, outra personagem da série.

Existe um canal oficial do seriado dentro do Myspace. Hiro que é um dos personagens mais queridos, tem um blog em que ele reporta tudo o que acontece com ele nos episódios. Seus sentimentos, angustias e seus emoticons japoneses. O engraçado é que quando ele viajou no tempo para o passado, seus posts desapareceram ficando apenas o post inicial. Depois que ele retorna ao presente, ele explica que o sumiço dos posts na verdade aconteceu por causa de um erro no sistema de blog que apagou acidentalmente os posts.

Existe também um perfil da Claire no My Space que tem informações ‘pessoais dela’ como amigos, preferências musicais, filmes e inclusive as séries que ela assiste, mesmo que de outras emissoras. Não existe medo de enviar visitantes para outros sites ou divulgar a “concorrência”. Ã? melhor tornar a experiência real. Outros que também tem My Space são o irmão dela Zach, e a Wireless Samantha,

E como continuar fazendo propaganda se as pessoas tem Tivo ou podem baixar episódios da internet? Existe também uma revista em quadrinhos paralela a história. Toda semana tem uma revista em pdf que pode ser baixada e você pode ver outros aspectos que não aparecem no seriado como conhecer a personagem Wireless bem antes dela aparecer nos episódios. Na revistinha, logo depois da capa, tem sempre um anúncio do carro Nissan Versa, alugado por Hiro para cumprir sua missão de salvar o mundo. Ou seja, o velho merchandising é usado nos episódios e inova nestas revistas em quadrinho.

Lost já tinha trilhado este caminho antes, mas Heroes tem conquistado mais e mais fãs em de diferentes públicos. Será que Lost se perdeu?

O primeiro a falar no Simpósio de Cultura Digital Trash foi André Lemos da UFBA, que situou o Trash e o Lixo falando que o Trash é a estilização dos objetos e o lixo está ligado a produção e consumo onde ele é descartável ou menos importante. Falou da Cultura Massiva onde você consumia mais lixo dos outros que produzia e da Cultura Eletrônica onde você pode produzir seu lixo. – Excesso informacional que vivemos hoje é o lixo da cultura. Seguem alguns pontos relatados

  • A TV é lixo por excelência
  • Pode-se produzir qualquer informação, sobre qualquer suporte, em qualquer formato, sem o crivo de um editor – liberação do pólo de emissão (“Olhares sobre a cibercultura”)
  • Três princípios encarnam a lógica do faça você mesmo:
  1. Emissão generalizada: ‘faça você mesmo’; distribua informação; maior desafio do mercado brasileiro, já que ele não é produtor de tecnologia, é produzir conteúdo; produção de conteúdo é política brasileira;
  2. Conexão: não produzir só para si, mas publicar, compartilhar, circular;
  3. Reconfiguração: pensar não na substituição de uma coisa por outra, não se rata de aniquilação, mas de reconfiguração.
  • Um bom exemplo do funcionamento dessa lógica é o YouTube, que foi vendido para o Google por U$ 1.6 bi6 milhões.
  • Meios de Massa: só serve para informar
  • Os meios pós-massivos, eletrônicos, não trocam apenas informações, trocam consciências engajadas, idéias e ideais. Na internet a democracia no uso do espaço é total: você tem desde grupos nazistas panfletando suas teorias radicais, até grupos religiosos fazendo proselitismo.
  • Ficção Ciberpunk fala do presente, de sexo, violência… Hoje existem lans em favelas que ajudam a resgatar laços sociais (Neuromancer/ Blade Runner)
  • Blogs: qualquer pessoa pode escrever qualquer coisa. É criado um blog por segundo no mundo.
  • Blogsfera: circulação de links sobre os blogs, espaço para comentários
  • Softwares livres: orkut, myspace; as pessoas alteram o código, podemos mexer na configuração do software
  • Jornalismo cidadão existe? Uma pessoa que não tem formação em jornalismo pode produzir um blog jornalístico? O blog pode ser jornalístico?
  • Podcast: qualquer pessoa pode produzir e divulgar. Ex.: percursos alternativos do Moma. Professores universitários traçam caminhos alternativos e gravam em podcast. As pessoas que vão visitar, podem baixar o podcast para o Mp3 e reproduzir o caminho sugerido pelos professores.

- Três considerações:
1) Apropriação Social: sociologia do uso, da técnica e simbólica – como se o uso transformasse a finalidade e a atuação dos meios
2) Desvio: o desviante não é uma patologia. Ex.: hackers que chamam os crackers de desviantes e são desviantes ao mesmo tempo, embora não se considerem como tal.
3) Excesso: ‘Parte Maldita’ (Batai) – a sociedade acostumou a armazenar dinheiro, comida, se constituiu baseada no excesso.

Fechou falando que fazer sites é como jardinagem: tem que cuidar e regar todos os dias e que lixo é a entropia (conceito físico sobre a acumulação de energia no universo), a energia perdida.

O Simpósio acontece aqui no Rio de Janeiro, na ESPM e faz parte do programa de Pós-Graduação em Marketing Digital.

A abertura foi feita pelo Alexandre Mathias que é o diretor-geral da ESPM. Ele agradeceu a presença de todos e anunciou que fechou uma parceria com o Google na qual ele patrocinará a linha de pesquisa de marketing digital da ESPM. Em seguida ele introduziu o Vicente Ambrósio que é o diretor da pós graduação falou sobre o curso de marketing digital que será lançado. Continue lendo: Simp?sio de Cultura Digital Trash

O ano de 2006 pode ser considerado o ano que a Web 2.0 ganhou a atenção da internet brasileira. A venda milionária do YouTube, o boom dos aplicativos online, a consolidação de projetos brasileiros de Web 2.0 como a camiseteria e a entrada de um grande portal, a Globo, com uma “rede de relacionamento”, a 8P, mudaram o panorama da Web. Continue lendo: Top 10 dos Digg-like brasileiros

Não, isto não é o serviço militar obrigatório, mas você está convocado a lutar pela pátria na Web. Claro que o alistamento para Web é uma brincadeira, mas precisamos ter mais iniciativas brasileiras para Web 2.0. Mesmo que você não concorde com o termo, sem problemas, o importante é que você inclua em seus trabalhos a participação do usuário, use AJAX com bom senso, abuse de padrões web, pense em SEO, mantenha a simplicidade e entenda o momento que a Web está passando. Só com isto você já sai no lucro. Continue lendo: Web 2.0: voc? est? convocado

Neste mês de setembro, tivemos muitas notícias de crescimento da internet. O saiu na Pew Internet um estudo sobre o futuro da internet com previsões para 2020. Já falei também sobre o crescimento da internet no Brasil. O mercado está cheio de esperança e repleto de boas notícias. A mídia está do lado da internet.

Next Page »