evento


Hoje aconteceu o BarCamp. pela primeira vez o evento aconteceu no Rio de Janeiro e esta edição foi na PUC. Na hora marcada tinha pouquíssima gente, pois evento no Rio, domingo de manhã, acho que só a praia mesmo. Cheguei com pontualidade britânica e encontrei o Cris Dias. Batemos um papo e pegamos o kit de boas vindas que incluía uma camisa (preta ou branca), um guia do Rio e alguns folhetos. Logo depois chegou o Interney que veio direto da ponte-aérea. Aproveitei este início para bater um papo com a Fabiana Neves, com o Marco Gomes, o Mario do Jornalistas da Web, com o Marmota e mais uma galera. Depois de uma boa demora para começar finalmente fomos chamados para entrar na sala.

No início, aconteceu uma apresentação do Nick Elis sobre como funciona o BarCamp. Foram explicadas regras parecidas com o do Clube da Luta. Foram mostradas as logos dos eventos que aconteceram no mundo todo e fotos de edições passadas. Foi explicado também o funcionamento do painel e como sugerir eventos. No final das apresentação, o Fugita (finalmente encontrei depois de tantos desencontros) Marco Gomes e o Fabio Seixas anunciaram o Start-up Camp que acontecerá em São Paulo.

Assim que foi terminada esta apresentação, as pessoas foram para o painel marcar seus eventos. A primeira apresentação foi do de conhecer pessoalmente gente que só conhecemos por e-mail ou messenger.

Durante os bate-papos, Ian do Enloucrescendo, conheci o Noel do blog =), o pessoal do UnderGoogle, o Bruno e o Nando (que tinha) que são gente finíssima. Foi muito bom o papo com o Nando, uma pena que quando fui à Curitiba acabei me desencontrando dele.

Tiveram alguns assuntos marcados para discussão que eram bem engraçados como “blogar para pegar mulher” ou “hadouken – game camp”. A segunda palestra foi sobre orkut, com a Patrícia. O assunto tinha tudo para ser chato, mas as discussões geradas transformaram o assunto em várias conotações diferentes. Isto mostra que o modelo de desconferência tem tudo para dar certo, pois a palestra é construida pelos participantes. Teve também uma apresentação sobre “nova x velha” mídia e o assunto ficou acalorado, mas não passou de uma boa conversa citando novas alternativas como a do Radio Head e eu citei a da propaganda do Nissan no Heroes.

O que não gostei no evento é que como era domingo e não tem quase nada aberto próximo a PUC tivemos que ir até o Shopping da Gávea para comer algo. No almoço, voltei a conversar com o Nando, com o Wagner, o Rafael Perret e mais um monte de gente.

Na volta do almoço, também teve a apresentação do Interney e do Inagaki sobre o Interney blogs. Para quem já sabia do assunto não teve muita novidade. Achei legal eles comentarem que os blogs também devem se profissionalizar nos procedimentos, como construir um media kit. O Edney também falou outra coisa interessante que é a neurose que algumas pessoas estão tendo com reviews. Acham que tudo é jabá. Valeu depois um post dele sobre o assunto. O assunto extendeu…

Eu tive que sair cedo do evento, mas assim que encontrar links com outras coberturas e tiver atualizado o vídeo, atualizo o post.

Update: novas coberturas do BarCamp.

Se você sempre quis saber mais sobre como se faz para aparecer no Google ou como é definindo quem aparece na frente em uma página de resultados, saiba que as matrículas para o curso SEO estão abertas. As aulas começarão em novembro e serão na FACHA no Rio de Janeiro.

Terá uma agenda bem completa incluindo a parte de Social Media Marketing. Terá também um Mistery Guest que sabe muito de SEO como palestrante. Para participar é só preencher o formulário de contato. A turma anterior foi um sucesso. Está será a última turma do ano. Vai deixar para o ano que vem?

O Beto Largman teve uma idéia genial ao montar o evento e o resultado foi impressionante. Antes mesmo do evento começar, tive a oportunidade de conversar com o Bruno Alves. Trocamos muitas idéias, falamos sobre SEO, blogs e rimos muito. Quando deu a hora do evento, fomos ao Armazém Digital e lá vários rostos conhecidos como Priscila Gonçalvez e o Robson do Interfaceando que vi de longe. Conversei com o Bernabauer sobre como temos a impressão que já vimos a maioria dos rostos do evento, mas não temos certeza de onde. Acho que o mundo a blogosfera é muito pequeno. Compareceram também o Nick, o Alexandre Fugita (não consegui falar com ele) e o Cris Dias. Acho que a Lia estava lá, mas não tenho certeza.

Na mesa principal estavam o Fábio Seixas, o Beto, o Cardoso, o Paulo Mussoi e o Inagaki, que chegou um pouco atrasado pois vinha de São Paulo. O estilo do evento foi bastante agradável, o Beto conduziu muito bem deixando de lado o estilo ââ?¬Å?palestra depois perguntasââ?¬Â para ââ?¬Å?quem quer falar sobre o assuntoââ?¬Â. Muito democrático e funcionou muito bem. Entre os assuntos abordados estava rentabilização de blogs, em que o Cardoso mostrou que o post é mais embaixo, pois não é do dia para noite que se tem um blog de sucesso e que dá dinheiro. Ã? um trabalho de esforço diário. Ele contou que chega a colocar no ar mais de 10 posts por dia somando todos os seus blogs e que trabalha várias horas por dia com isto. O Bruno antes da palestra tinha me falado que postava no mínimo de 1 a 3 posts por dia e isso já tinha me assustado. Outra coisa que o Cardoso mencionou foi que o problogger deve primeiro se preocupar em escrever textos interessante para depois a grana entrar como conseqÃ?¼ência. Nada como a voz da razão.

O Inagaki falou também que considera estes rankings de import�¢ncia de blogs supervalorizados. O que acaba acontecendo é que blogs super importantes em determinados nichos como literatura e blogs de adolescentes não figuram nestas listas, mas que eles tem muita import�¢ncia nas suas áreas. Um pouco de cauda longa né?

Outro ponto abordado é se os blogs são formadores de opinião. Foi comentado que nem todo blog é formador de opinião, mas que o blog permite que surjam formadores de opinião. Na platéia falaram que o blog permite até que a massa tenha voz e que possa influenciar as coisas. Um dono de blog é praticamente um Roberto Marinho, já que o blogger cuida de todos os apectos da produção dos artigos, publicação…

Foi falado também que é muito bom as empresas perceberem o poder dos blogs e que é valida sim a idéia de uma empresa ter um blog. O que não pode acontecer é criar um blog corporativo com ââ?¬Å?posts releasesââ?¬Â e com pessoas de fora contratadas para blogar. Os funcionários da própria empresa é que devem alimentar o blog. Citaram o caso da DoceShop que deixa de ser uma doceria para ser uma referência na área. Os blogs passam a ser concorrência desleal com empresas que não os têm.

Também falaram sobre a polêmica do livro do Andrew Keen. O Cris Dias lembrou que ele tem milhões de links apontando para ele (bom para o Google), porém com a maior parte dos textos depreciativos o que não adianta muito. Praticamente todos concordaram que ele usava a polêmica para vender seu livro. Na plateia alguém a Camila lembrou que ele que critica tanto os blogs e tem um para vender seu livro. Outro ponto foi se os jornais que permitem comentários podem ser considerados blogs. A conclusão foi que não.

Não deu para ficar até o fim. Vou aguardar os post dos outros sites para complementar com os links de quem ficou.

O primeiro a falar no Simpósio de Cultura Digital Trash foi André Lemos da UFBA, que situou o Trash e o Lixo falando que o Trash é a estilização dos objetos e o lixo está ligado a produção e consumo onde ele é descartável ou menos importante. Falou da Cultura Massiva onde você consumia mais lixo dos outros que produzia e da Cultura Eletrônica onde você pode produzir seu lixo. – Excesso informacional que vivemos hoje é o lixo da cultura. Seguem alguns pontos relatados

  • A TV é lixo por excelência
  • Pode-se produzir qualquer informação, sobre qualquer suporte, em qualquer formato, sem o crivo de um editor – liberação do pólo de emissão (“Olhares sobre a cibercultura”)
  • Três princípios encarnam a lógica do faça você mesmo:
  1. Emissão generalizada: ‘faça você mesmo’; distribua informação; maior desafio do mercado brasileiro, já que ele não é produtor de tecnologia, é produzir conteúdo; produção de conteúdo é política brasileira;
  2. Conexão: não produzir só para si, mas publicar, compartilhar, circular;
  3. Reconfiguração: pensar não na substituição de uma coisa por outra, não se rata de aniquilação, mas de reconfiguração.
  • Um bom exemplo do funcionamento dessa lógica é o YouTube, que foi vendido para o Google por U$ 1.6 bi6 milhões.
  • Meios de Massa: só serve para informar
  • Os meios pós-massivos, eletrônicos, não trocam apenas informações, trocam consciências engajadas, idéias e ideais. Na internet a democracia no uso do espaço é total: você tem desde grupos nazistas panfletando suas teorias radicais, até grupos religiosos fazendo proselitismo.
  • Ficção Ciberpunk fala do presente, de sexo, violência… Hoje existem lans em favelas que ajudam a resgatar laços sociais (Neuromancer/ Blade Runner)
  • Blogs: qualquer pessoa pode escrever qualquer coisa. É criado um blog por segundo no mundo.
  • Blogsfera: circulação de links sobre os blogs, espaço para comentários
  • Softwares livres: orkut, myspace; as pessoas alteram o código, podemos mexer na configuração do software
  • Jornalismo cidadão existe? Uma pessoa que não tem formação em jornalismo pode produzir um blog jornalístico? O blog pode ser jornalístico?
  • Podcast: qualquer pessoa pode produzir e divulgar. Ex.: percursos alternativos do Moma. Professores universitários traçam caminhos alternativos e gravam em podcast. As pessoas que vão visitar, podem baixar o podcast para o Mp3 e reproduzir o caminho sugerido pelos professores.

– Três considerações:
1) Apropriação Social: sociologia do uso, da técnica e simbólica – como se o uso transformasse a finalidade e a atuação dos meios
2) Desvio: o desviante não é uma patologia. Ex.: hackers que chamam os crackers de desviantes e são desviantes ao mesmo tempo, embora não se considerem como tal.
3) Excesso: ‘Parte Maldita’ (Batai) – a sociedade acostumou a armazenar dinheiro, comida, se constituiu baseada no excesso.

Fechou falando que fazer sites é como jardinagem: tem que cuidar e regar todos os dias e que lixo é a entropia (conceito físico sobre a acumulação de energia no universo), a energia perdida.

O Simpósio acontece aqui no Rio de Janeiro, na ESPM e faz parte do programa de Pós-Graduação em Marketing Digital.

A abertura foi feita pelo Alexandre Mathias que é o diretor-geral da ESPM. Ele agradeceu a presença de todos e anunciou que fechou uma parceria com o Google na qual ele patrocinará a linha de pesquisa de marketing digital da ESPM. Em seguida ele introduziu o Vicente Ambrósio que é o diretor da pós graduação falou sobre o curso de marketing digital que será lançado. (more…)

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