evento


Mais uma cobertura de evento, agora da oitava edição do Rio Wireless. O foco deste ano foi no 3G e tocou em temas como leilão de banda, oportunidades deste mecardo e vários assuntos relacionados. Foram dois dias de palestras com vários profissionais.
Veja como foi a cobertura das palestras e embaixo acompanhe como foi a abertura do evento.

Cobertura dia 1

Cobertura dia 2

Abertura do evento
Cerimônia de abertura foi feita por Márcia Peres, diretora do Iplan Rio que falou da importância de eventos como este para o mercado e para o Rio de Janeiro. Falou que só de chegar a oitava edição já é um marco a ser comemorado.

Paulo Coelho, representando tanto o PRODERJ como o conselho ABEP, falou de diversas iniciativas do governo do estado para criar cidades digitais como a Piraí Digital e falou que a experiência foi reproduzida em oito novas cidades. Falou também que todas as inscrições de alunos nas escolas públicas já são confirmadas 100% pela internet e que em breve a confirmação será por torpedo (móbile gov). Como ABEP, citou também de iniciativas em todo o Brasil de integrar internet as cidades do interior.

Alexandre Cardoso não pode vir e mandou um substituto que se desculpou e disse que não podia dar a visão política tal qual Alexandre daria, mas falou que tentaria representá-lo nas idéias. Falou que vivemos um momento de profunda transformação e que a união de todos possibilitaria grandes transformações na sociedade.

Heliomar Lima que é do ministério das comunicações falou sobre iniciativas do governo. Falou do leilão 3g que aconteceu em dezembro que várias operadoras participaram e adquiriam banda. Falou também de experiências no Brasil como o WiMAX em Pernambuco.

Nelson Takanagi da Anatel ficou preso no trânsito e não consegui chegar ao evento e não foi substituído.

o Fabio Gandour da IBM pergunta se pode introduzir o Richard Laemer autor do Punk Marketing.
Punk não é um estilo de cabelo, é uma maneira de agir. Por que não estamos aqui hoje.
Ele diz que não tem magic bullet. Temos que nos mexer e fazer a revolução. O consumidor está no controle. Citou o mundo do música e o impacto do punk. Cita que o Punk marketing é algo que você não sabe como vê, mas terá certeza quando vir, já que é impactante.
Questiona por que precisamos do Punk Marketing.

Para quem quiser, o manifesto punk está online e só consultar pois tudo que ele tem mostrado está lá. Ao evitar o risco, você simplesmente morre. O seguro é chato. Faça tudo o que você acredita. Nada é seguro. Citou de novo o case do subservient chicken e falou que isto era arriscado, mas valeu a pena pois gerou milhões de impressões. Depois ela foi copiada por muitos.

Falou de várias mentiras do marketing como alcançar a massa é cost effective. Nem tudo é massificado. Você tem que ser forte, bold e não fraquejar. Pessoas são individuais. Falou vídeo do YouTube da bridezilla que no dia do casamente não gostou do cabelo fez uma bagunça que foi filmada.

O artigo do manifesto favorito dele é o que os consumidores podem não estar certos e citou que quando Henri Ford quando foi perguntar sobre o que as pessoas precisavam para transporte elas responderam um cavalo mais rápido. Grandes marcas não nasceram de focus group.
Falou que honestidade é o ponto de partida e que precisamos de inimigos. Eles criam desafios. Falou de um case de um hamburger que não constava nos menus e que mudava de nome de tempos em tempos e que só quem sabia o nome podia comprar. Falou que a Apple é punk e uma religião enquanto o Google não é punk pois é consistente. Uma das três melhores palestras do evento.

Começa a palestra com um vídeo do McDonald´s e então o simpático Dean Barrett fala sobre os assuntos como SEO, blogs, social media e começa um sentimento de que ele entende.
Ele continua falando que o desafio é aprender a velocidade com o que o consumidor está mudando. Fala que o McDonald´s está mais forte do que nunca enquanto a economia mundial está fraca.
A estratégia é aumentar o tempo de visita do cliente. Melhorar o relacionamento. Ele tenta conectar os clientes com os produtos e restaurantes. Eles tem mais de 31 mil restaurantes que podem ser pontos de contato e publicidade. Eles estão experimento muito do marketing digital.
Fala da estratégia McClic tem os conceitos de mensuração e comunicação.
Eles tem foco em crianças já eles é que atraem a familia para o restaurante, e jovens trabalhadores.
Um caso citado foi do McDonalds japão que usaram mobile marketing e tiveram 8 milhões de inscritos em SMS. O caso Brasil é que os usuários podem pedir seus lanches em delivery pela web. Fala que é uma chance incrível de CRM. Citou também o acesso a internet nos restaurantes do Brasil. Nos EUA e Europa eles oferecem acesso Wi-Fi.
Ele fala que a internet é um grande canal para ouvir. Citou que no Reino Unido eles tem um lounge que é um site que os funcionários podem trocar idéias e conversar sobre os mais diferentes assuntos.
Citou um case da Austrália em que as pessoa tinham a chance de dar um nome a um hamburger do McDonalds por um site. Eles usaram também as embalagens dos produtos para convidar pessoas no mundo todo para participar de um casting via web site e tiveram diversas pessoas mandando fotos para participar da campanha. Eles fizeram também uma campanha online de vídeos musicais tal como um American Idol que ganhou visibilidade na BBC, CNN e na mída em geral. Mostrou também um banco imobiliário online do McDonald´s em que se podia ganhar prêmios online. Citou o McLanche Feliz como forma de distribuir brindes tecnológicos. Falou de sites usando Shrek, Tirando onda e vários desenhos diferente. Eles oferecem produtos também para download e para ter atividades off line.
Outro case foi com Madagascar que os brinquedos do McLanche Feliz tinham um código que abria opções online.

A moderadora Fabiana Zanni do Portal Abril começa reforçando que o caminho digital é bom e questiona os próximos passos. Quanto deve ser gasto, onde deve ser gasto e qual o caminho.

Foi solicitado que cada um dos integrantes da mesa falassem um pouco sobre suas empresas e o que eles estão fazendo pela internet. A primeira a falar foi a Silvia de Jesus do RBS que é a rede Globo sul. Ela falou que sua empresa investi muito em internet e exemplificou a influência da internet solicitando que todos pensassem como seria o nosso dia se não tivéssemos acesso um único dia a internet.

Depois falou Ricardo Fort da Coca Cola falou que o objetivo de sua empresa é ser o dialogo com o consumidor (amor). Ele falou que para a Coca eles investem muito mais que a maioria em web, mas lembrou que nem sempre a web funciona para todo mundo. Ainda existe massificação, mas eles preferem arriscar este mercado novo. Disse que já teve fracassos e grande sucessos. A Paola deve ter muito orgulho dele. 🙂

O Luiz Antônio Vargas da Petrobras disse que prefer ir devagar.

Não anotei o nome da moça da Fiat (Maria Lúcia) que falou que a internet é uma possibilidade muito interessante. Para ela não é apenas estar na cesta de opções de divulgação. Para ela a inovação é muito importante. Tem um portal de mais de um milhão de usuários únicos com tempos superior de 8 minutos de visitação.

O German Quiroga da Cyrella disse que antes estava na americanas e resolveu experimentar esta área de contrução, onde tem canal de compra e de relacionamento. Eles conseguem testar idéias com o consumidor e conseguem resultados, mesmo tendo necessidade de vender off line.

A Fabiana contou um case da Volkswagen que criou um mega portal, contratando até jornalistas para produzir conteúdo. O Ricardo disse que a experiência de tentar competir com veículos não funcionou, mas quando ele usou conteúdo próprio como o que recebia na copa do mundo por ter parceria com a FIFA o resultado foi muito bom.

A Silvia tentou acertar que eles investiram em publicidade e a Fabiana disse que apenas foi usada mídia expontânea. A Silvia fez um defesa que ninguém além dos veículos deve produzir conteúdo. Todos os outros afirmaram que não querem concorrer.

Surgiu uma pergunta sobre o uso da publicidade do filme Speed Racer tendo a Petrobras e a resposta do Vargas foi que é uma tendência sim.

Qual o conjunto de fatores que vocês usam para definir o sucesso da suas campanhas online. Entre os itens que ela descreve inclui webanalytics e conteúdo gerado pela mídia. O Quiroga sugere que pensemos na realidade que está chegando. Olha os links patrocinados ai gente.

O Ricardo contou a história que montou um programa proprietário que seria exibido na web e na TV e ele teve quase a mesma audiência em ambos. Isto deve forçar a relação entre anunciante e veículo mudar. O outro caso foi o do estúdio Coca-cola. Eles pesquisaram o quanto as pessoas gostam de coca-cola. No fim eles perceberam que os níveis de preferência de gostar de Coca-cola maior foi de web.

A discussão foi em torno de como era simples montar o plano de mídia e hoje como é complexo.

Falaram também da experiência com mobile. A moça da fiat citou o caso que um test drive era marcado por celular. A Silvia contou que sua empresa tem parceria e disse que teve sucesso com SMS. Falou para ter cuidado com spam no celular.

O moderador era o Mentor Muniz Neto da Bullet que começa a conversa falando sobre o case da Kibon do ipod no palito que reve . Quem acompanha o Lent que está na mesa já sabia disto. Rolou um vídeo mega longo sobre como funcionava a ação.
Então a voz foi passada para o André Bianchi do Limão que falou que isto é experiência e falou da quantidade de usuários únicos. Meu filho já tinha reclamado do CPF. Eu não deixei ele se cadastrar não já que exige isto. Até por que gerador de cpf tem aos montes na web. E ele termina falando de monetização (ugh). Brincadeira.
Mentor apresentou o Lent e perguntou sobre o que é a e a crítica sobre a maneira de mensurar poucos cliques em banner.
O Carlos Merigo da Fisher América foi questionado pelo Mentor quando ele vai começar a viver de blogs. Ele não respondeu preferindo falar que os blogs precisam se estruturar e que os agências também. O Leonardo Byrro da Skol contou que fez um safari que é uma pesquisa diretamente com consumidores e os jovens que ele econtrou tinham um comportamento muito claro como quase não vê TV, só os jogos de mengão. Para se ter uma idéia, a Skol passou a investir cinco vezes mais depois disso com verba online.
Agora o Mentor chamou o Volpini, (José Luis Volpini Mattos) da Oi que falou da luta de vender o online.
O Leonardo recebeu uma pergunta da audiência na mesma linha e respondeu que precisa viver o marketing 2.0 para se relacionar com o mercado.

Walter Longo da Y&R é o moderador e começa lançando uma pergunta inicial que é qual o siginifica de tesarac. Ele começa afirmando que a mídia digtal vem atraindo a atenção, porém ao investimento não cresce na mesma velocidado.
Ele associa o momento que vivemos falando que os consumidores sobem pelo elevador e as agências pela escada.
Tesarac é um momento de grande transformação. Ele menciona que nestes momentos pode ser necessário destruir para então construir. A internet está destruindo as fórmulas antigas, pois é um canal novo. Ele afirma a importância de mensurar. Chega de usar apenas pageview e unique users. Isto incorre o risco da mídia digital mudar de extraordinária para ordinária.
A TV tem perdido muita força nos EUA. No Brasil ainda é tímido este comportamento, mas estamos seguindo nessa linha.

Bob Garfield

Bob Garfield inincia falando em portugues. Ele fala sobre o momento que ainda vivemos. Fala das mídias tradicionais como rádio, TV ainda agem da mesma forma. Cita como as coisas mudam, como o cidade limpa em São Paulo e fala que até um planeta pode deixar de ser um planeta. As coisas mudam.
A MTV que era uma mutante em sempre ser o canal referencia para os jovens começou a perder força para os vídeos online. A revista Time tem demitido muitos funcionários. Falou que enquanto isto, outras empresas estão fornececendo series online sem custos. Enquanto isto as redes de televisão tem perdas e em contra partida YouTube cresce com um modelo de publicidade e também cita os gravadores de TV DVR que também crescrem quase que exponencialmente.
A mudança é quase como aprender outro idioma já que você precisa aprender palavras novas, uma gramática nova. Temos que criar e usar metodos próprios para a web.
A mídia é como Ying Yang, tem que se completar. As TVs estão perdendo força e devido a esta fugas dos anúncios com DVR. A publicidade não será mais apenas comerciais engraçados, mas um jeito novo de se relacionar com o consumidor.
O consumidor agora procura na web por opiniões sobre empresas e produtos para seu processo de decição de compra. Cita que as pessoas estão gastanto milhões em buscas e planejam gastar também em redes sociais.
Continua citando como terceiro item que o consumidor está no controle. Falou que optin e-mail são muito mais confiáveis que comerciais de TV ou rádio. (Eu já tinha cantado a peça) Entenda que a escolha está na mão dos consumidores.
Uma tendencia são os micropagamentos. Eles facilitarão a tendência do Pay Per View onde o usuário compra somente quando precisa e o que precisa.

Perguntas
Na decada de 80 as agências é que definiam o caminho e depois os anunciantes e veículos. O que mudou?

Contou uma historia sobre o six flags que queria distribuir Muitos coupons promocionais (40 mil tickets), a equipe discutia de que forma eles poderiam fazer isto pensando coisas como alugar aviões para lançar coupons na praia e outras formas de distribuir tantos coupons. Durante o brainstorm, o mais junior da equipe que não tinha falado, saiu da sala e retornou alguns minutos avisando que já tinha conseguido distribuir todos os coupons. Ele falou para todos que havia apenas anunciado na Craiglist e rapidamente esgotou tudo. a dúvida é como a agência vai ganhar dinheiro nesta fórmula: acho que não ganha.
Surgem outras perguntas na linha de mídia nova versus mídia velha, modelo de ganho das agências e só para complementar ele chega ao ponto de esquecer uma das perguntas devido a longa resposta.

É… faz tempo eu sei, mas o blog volta timidamente para cobrir um grande evento. O Proxxima 2008. Serão dois dias de palestras variadas e tentarei fazer uma cobertura em tempo real do evento. O maior problema do evento é o preço salgado, mas a web está aí para isto, compartilhar informação. Então estejam preparados para saber das novidades por aqui em primeira mão. Valeu a pena esperar.

Cobertura dia 1

Cobertura dia 2

Outras coberturas:

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