e-marketing


Eu vejo tantos projetos de negócio maravilhosos, com ferramentas de cair o queixo, com interações super agradáveis, mas muitos deles tem um problema crônico. Um problema que não depende de sonhos, de alegria ou sucesso conquistados. Se um projeto não tem uma fonte de renda, dificilmente ele conseguirá se manter.

Veja a história rápida e resumida do Google. Ele é um grande gigante da mídia, uma ferramenta maravilhosa, uma marca desejada e valorizada, mas o que era o Google no seu primeiro ano de vida? Ele não tinha fonte de receita. Existia apenas pessoas que vislumbravam o quanto aquela ferramenta era maravilhosamente útil e funcional. Algumas destas tinham dinheiro e acharam que valia investir no Google, mas aí vem a pergunta: E se não desse certo? Como o investidor ia receber de volta o dinheiro? Você agora vai falar, mas só de olhar para o Google dá para ver que é sucesso certo. Ok então vamos pensar em outro site.

O Delicious é um sistema de favoritos colaborativo. Surgiu no Yahoo! e é uma ideia incrível e útil, pois vai além dos favoritos no seu toolbar do navegador. Você pode taguear, ver os artigos mais favoritados, ver o que seus amigos favoritam. Legal né? Resumo da história: o Yahoo! não conseguiu manter o site e teve que passar para frente. Simples assim. Não importa se o produto é legal, não tem receita, não tem como se manter.

Voltamos ao Google, depois que ele descobre o link patrocinado, tudo praticamente vira ouro. Aí a coisa fica fácil. Chovem pessoas querendo investir, comprar ações, fazer parcerias… de novo você vai falar, mas o Google é melhor que o Delicious. E você seria capaz de acertar sempre? Você compraria o instagram? Cadê a fonte de receita? Você compraria a ZipDash ou a Where 2 Technologies? São algumas das empresas que servem para o Google Maps que é um aplicativo que dá receita e no futuro com os celulares deve ter mais força ainda. Aí já dá para ver que é difícil medir isto. Quantos produtos os próprio Google comprou e acabou não usando?

Agora imagine um mundo sem investidores? Não teríamos produtos maravilhosos ou a velocidade de crescimento que tivemos até hoje. Então as empresas tem que aproveitar o almoço grátis para poder crescer e melhorar seus modelos de negócios, suas ferramentas e tornar seu produtos útil para seus usuários. Só tem que ter em mente que não será para sempre.

O mercado acadêmico de marketing digital sempre foi carente de bons cursos. Pintava um bom aqui, outro mais ou menos ali, mas pelo menos eram iniciativas.

Agora a FACHA lançou no Rio de Janeiro o seu curso de pós-graduação em gestão de marketing digital. Ela começará no dia 07 Viagra de agosto de 2007 e a coordenação é do Bruno Rodrigues. Serei o professor na cadeira de otimização em mecanismos de busca. Apesar de estar bem próximo, ainda dá tempo de se inscrever. Mas corra que faltam poucas vagas. E isto não é frase feita de marketing!

Vivemos a febre dos MMO. Para quem não sabe, significa Massive Multiplayer Online. É um ambiente onde vários de jogadores participam simultaneamente. Existem diversos exemplos como o Second Life, que já conta com 2 milhões de habitantes dois meses após atingir 1 milhão. Mas os que mais atraem usuários são os MMORPG. Eles são os jogos como World of Warcraft (WoW), Lineage, Ultima Online ou Tibia que contam centenas ou até milhares de usuários online.

Neste ambiente as pessoas desenvolvem seus personagens, perseguem objetivos, criam amizades, participam de comunidades (guildas) e passam um bom tempo dentro dele. Imagine o potencial que eles têm para a publicidade. Segundo a Folha, a publicidade em jogos movimentará US$ 400 milhões em 2009. O WoW conta com 7,5 milhões de pagantes a US$ 9,90. É muito dinheiro envolvido.

Mas não é apenas no ambiente online em que é aproveitada a publicidade. As empresas já conhecem este potencial e criam jogos para branding. É o caso da Land Rover que criou um game para celular com a sua marca . A ONU também desenvolveu um jogo para conscientizar o combate a fome. Também existem jogos que são criados para abalar a imagem das empresas como um jogo que simula o ambiente de produção do McDonald’s, mostrando uma visão negativa da empresa.

A publicidade em jogos, ou também conhecida como advergame, não é recente.
No jogo Yo! Noid do nintendinho, o personagem principal vencia os chefes de fase com um concurso de pizza. E a pizzaria era a Domino’s Pizza. Os jogos do Fifa, desde dos mais antigos consoles, já tinham nomes de patrocinadores pelo campo. As empresas de jogos usam isto até para dar mais realismo ao seus jogos. Ganham tanto anunciante quanto a produtora dos jogos.

Além do branding, também existem os serviços que podem ser oferecidos nos jogos online. A Sony, por exemplo, colocou um serviço de pedido de pizza pelo Everquest II. Outro ponto é a utilização de itens únicos no jogo com a marca de uma empresa patrocinadora.

Agora você deve estar pensando sobre o público? Não espere apenas crianças. A cada dia temos mais adultos participando. As presença da mulheres também só tem aumentado. Esqueça qualquer idéia que você tenha que apenas os nerds estão lá. Os jovens que tiveram sua infância jogando Atari, hoje são pais de família que jogam com os filhos.

Agora é importante levar em conta a maneira que você fará a publicidade. Ela deve ser baseada em respeito e contexto. A publicidade não pode ser invasiva, não pode atrapalhar o “gameplay”. Deve ser agradável e, se possível, desligada.

Outro ponto é o contexto. Não tente vender aspirador de pó em um campeonato de guildas. A recepção a ação pode não ser agradável. Encontre o momento ideal para que sua marca ou serviço impacte. Sua marca associada a uma experiência agradável é impagável.

O potencial existe até aqui no Brasil. Entre os sites mais acessados do pais constam diversos sites relacionados a jogos. Agora só depende dos anunciantes por que até as agências de propaganda já estão no Second Life.

Vi no São Paulo já sem os anúncios em outdoors e fachadas por conta do cidade limpa. Bom para a internet e o rádio.

Começo uma nova fase profissional. Tive a oportunidade de trabalhar por 9 anos em uma mesma empresa. Isto me permitiu acompanhar a fase embrionária das ações de marketing na internet, criar banners diversos para diversos portais, ver muitas mudanças de layout sempre pensando nos usuários cada vez mais experientes e exigentes, vi diversas novidades surgirem, padrões se estabelecerem, tecnologias sucumbirem, uma bolha estourar e acompanhar toda a evolução até este momento.

Deixo um projeto muito legal em desenvolvimento de web 2.0 e uma semente plantada na cabeça das pessoas que ficam. Ela já germinou e desponta de forma maravilhosa. Agora é só um pouco de paciência e cuidado para que ela vingue e seja algo grandioso. Sinto que se encerra um ciclo com o sentimento de dever cumprido. Foi muito bom viver tantos projetos legais e que me ensinaram muito com tantas pessoas diferentes e interessantes e que me moldaram o que sou hoje.

Nesta nova fase, já sei que terei grandes parceiros com idéias maravilhosas. Será uma oportunidade incrível. Estou ansioso para começar e poder trabalhar em conjunto com eles. As possibilidades são inúmeras. Já estava com este plano para este ano e o destino e a sorte só contribuíram para que tudo se concretizasse. Pretendo continuar a fazer o que gosto: escrever, mas agora pelo visto escreverei mais em inglês. =)

Fiquei impressionado com este campeão. Já vi estudos anteriores com tendências parecidas, mas a vantagem que este é recente e tem bastante dados. Se preferir, veja o estudo completo das conseqüências sociais da internet.

Vivemos um momento em que o usuário toma as rédeas da criação do conteúdo. A Time elegeu recentemente “você” como homem do ano. Isto acontece por conta dos novos sites e tecnologias que facilitam a publicação de conteúdo por qualquer pessoa sem necessidade de conhecimentos específicos. Basta um navegador e uma idéia na cabeça para que suas idéias e produções ganhem o mundo sem barreiras de tempo e espaço.

Muitos estão chamando este momento de web 2.0, termo cunhado pelo editor de livros Tim O’Reily é que recebe tanto apoio como críticas, já que não houve um momento de ruptura e sim um processo contínuo de evolução. Sites que contam com a participação do usuário tem surgido em todas as áreas como YouTube, Wikipedia, Flickr e Digg e o sucesso de um conteúdo também depende da escolha do usuário gerando quase que uma inteligência coletiva.

As tendências que surgem por conta disto são inúmeras. A mais recente é o User Generated Content – UGC. Uma das pioneiras neste campo foi a comercial do Doritos feito por um participante de um concurso.

Outro ponto é a força das redes sociais. A cada dia eles ganham espaço e despontam como sites mais acessados da rede e de maior permanência online. No Brasil, o melhor exemplo é o orkut que acabou virando um instrumento de inclusão digital. As pessoas passam o dia conectadas nestas redes da mesma forma que em um instant messenger. Nos países de língua inglesa, o MySpace é que domina o cenário. A tendência destas redes é a criação de micro comunidades que seriam como redes sociais de nicho, onde você teria os seus amigos daquela comunidade específica.

As buscas por informação na rede também aumentam de importância. Os principais sites de busca estão entre os mais acessados do mundo e eles tem planos de personalização das busca com conteúdo diversificado como o Alpha, site recém lançado pelo Yahoo! onde a sua busca retorna não apenas links, mas fotos, vídeos e diferentes contextos de resultados. A localização geográfica também já começa a influenciar os resultados. Por fim, a escolha dos usuários decidirá a ordem dos resultados apresentados. A plenitude deste caminho será a Web Semântica idealizada pelo criador da web Tim Berners-Lee.

Ainda é muito cedo para vislumbrarmos todas as possibilidades da Comunicação Online, já que a internet ainda é muito recente, porém já existem muitas oportunidades de utilizar a força da rede e dos usuários. O nosso trabalho é descobrir e criar a melhor experiência para os usuários neste processo.

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