Vivemos a febre dos MMO. Para quem não sabe, significa Massive Multiplayer Online. É um ambiente onde vários de jogadores participam simultaneamente. Existem diversos exemplos como o Second Life, que já conta com 2 milhões de habitantes dois meses após atingir 1 milhão. Mas os que mais atraem usuários são os MMORPG. Eles são os jogos como World of Warcraft (WoW), Lineage, Ultima Online ou Tibia que contam centenas ou até milhares de usuários online.

Neste ambiente as pessoas desenvolvem seus personagens, perseguem objetivos, criam amizades, participam de comunidades (guildas) e passam um bom tempo dentro dele. Imagine o potencial que eles têm para a publicidade. Segundo a Folha, a publicidade em jogos movimentará US$ 400 milhões em 2009. O WoW conta com 7,5 milhões de pagantes a US$ 9,90. É muito dinheiro envolvido.

Mas não é apenas no ambiente online em que é aproveitada a publicidade. As empresas já conhecem este potencial e criam jogos para branding. É o caso da Land Rover que criou um game para celular com a sua marca . A ONU também desenvolveu um jogo para conscientizar o combate a fome. Também existem jogos que são criados para abalar a imagem das empresas como um jogo que simula o ambiente de produção do McDonald’s, mostrando uma visão negativa da empresa.

A publicidade em jogos, ou também conhecida como advergame, não é recente.
No jogo Yo! Noid do nintendinho, o personagem principal vencia os chefes de fase com um concurso de pizza. E a pizzaria era a Domino’s Pizza. Os jogos do Fifa, desde dos mais antigos consoles, já tinham nomes de patrocinadores pelo campo. As empresas de jogos usam isto até para dar mais realismo ao seus jogos. Ganham tanto anunciante quanto a produtora dos jogos.

Além do branding, também existem os serviços que podem ser oferecidos nos jogos online. A Sony, por exemplo, colocou um serviço de pedido de pizza pelo Everquest II. Outro ponto é a utilização de itens únicos no jogo com a marca de uma empresa patrocinadora.

Agora você deve estar pensando sobre o público? Não espere apenas crianças. A cada dia temos mais adultos participando. As presença da mulheres também só tem aumentado. Esqueça qualquer idéia que você tenha que apenas os nerds estão lá. Os jovens que tiveram sua infância jogando Atari, hoje são pais de família que jogam com os filhos.

Agora é importante levar em conta a maneira que você fará a publicidade. Ela deve ser baseada em respeito e contexto. A publicidade não pode ser invasiva, não pode atrapalhar o “gameplay”. Deve ser agradável e, se possível, desligada.

Outro ponto é o contexto. Não tente vender aspirador de pó em um campeonato de guildas. A recepção a ação pode não ser agradável. Encontre o momento ideal para que sua marca ou serviço impacte. Sua marca associada a uma experiência agradável é impagável.

O potencial existe até aqui no Brasil. Entre os sites mais acessados do pais constam diversos sites relacionados a jogos. Agora só depende dos anunciantes por que até as agências de propaganda já estão no Second Life.