Archive for March 11th, 2008

A Maria Cristina Abella do Visa, pois não pode comparecer pois a sua empresa está em processo de IPO. Para substituir esta apresentação foi proposto uma formula nova de 5 mini apresentações onde cada palestrante tem apenas 15 minutos para falar. Vamos ver o resultado.

Mauricio Mota Lima vai falar sobre TV digital e começa mostrando um desenho do Tex Avery sobre a TV do futuro. Eu já tinha visto o vídeo então não aproveitei tanto. A propaganda é um formato de contar histórias e a marca é uma matriz de infinitas histórias. Ele citou o Heroes, eu já tinha feito um feito post sobre isto que já cobre bem o case apresentado. Citou os quadrinhos, lost e a quantidade de acessos das páginas. Citou que de resultado a DC resolveu imprimir o quadrinho de heroes.
Terminou falando do complexo de vira lata dos brasileiros e falou de um case brasileiro de uma produção da MTV apresentado pelo João Gordo chamado Lutas. São cinco documentários em um filme no formato de quadrinhos.

Agora entra o Davi com o tema First Life. A tese dele é sobre a inovação tecnológica. Conta duas anedotas. Ele saiu com amigos e estava parado com um menino e ele veem uma moça de vestido branco. Ele então fala para a menina gostosa e o Davi estranha. Ele continua com o assunto dizendo que quer fazer amor com a menina e só não faz por que não tem camisinha para o tamanho dele. Estranha a história para exemplificar como as coisas estão rápidas. Ele é bem engraçado, mas é filosófico e psicológico demais.

Ele cita um filosofo frances que comenta somos hiper impactados e o reflexo é a agitação. Um movimento que veio conta isto é o neo-luddismo que fala que a tecnologia desumaniza. Outro filósofo fala que a tecnologia é muito rápida e surgem tecnologias que questionam a humanidade como biotecnologia, nanotecnologia e várias ciências que impactam na nossa vida.

Ele divide a vida como First Life que é a vida que abraçamos que gostamos, a atenção que damos aos nossos filhos e todo contato fisico que fazemos. Já o Second Life são todos os relacionamentos que temos com a tecnologia como celulares, computadores, redes sociais e tudo relacionado a tecnologia.

Segundo o Davi, isto causa identidades duplas e cita até a esquizofrenia. Fala que as pessoas confundem suas vidas acessando sites pessoais no trabalho e acessando coisas relacionadas a trabalho em casa. Citou uma mulher falou que o celular é mais importante que o seu marido.

Agora é Brian Cott falando sobre inovação e quer desafia a criação e diz que as expectativas mudaram. Todo mundo quer inovação. Temos usuário mais sofisticados e exigente e estão demandando invovação das empresas. Existe dificuldades em brand já que a diferenciação entre as marcas é menor. Inovação não é relacionada a usar celulare, mas pode ser uma mudança de processo ou a maneira que você apresenta o seu web site online ou atingir um novo mercado. O Wimax está mudando as expectativas das pessoas, assim como o iphone e o wii.

Falou que o processo de um filme mudou já que até chegar na TV demorava muito, mas agora acontece em várias área com pay per view e DVD. Dividiu em grupos os tipos de inovação como inconciente e inconciente até consciente e competente. Inovação é relacionado a marca.

Existem 5 pilares para inovação.
1 o que você faz não pode ser copiado rapidamente pela concorrencia,
2 precisa ser lucrativo,
3 não copiei
4 tem mudar a percepção da industria,
5 cobrar pelo premium

Você precisa entender o risco. Testar, aprender e minimizar o risco. Tem criar checkpoints também, mensurar e ter foco. Muito boa e ele prometeu a apresentação.

Voltamos com o Bob que se desculpa pela falta de energia devido a viagem. Ele explicou que sempre compra um presente para a filha e no Brasil comprou um sofá. Fez piadas com o palestrante francês e ausência da moça do Visa. Falou sobre seu livro. Falou também sobre o comercial que ele considera mais importante da história. É sobre o comercial do Mac 1984. Lembrou que o objetivo do profissional de marketing é vender. É para isto que ele é pago. Mostrou um comercial tosco e depois falou sobre o segundo pior comercial que viu que mostra um acidente e depois aparece uma oferta de um óculos avisando que você terá uma gande economia ao comprá-lo. Mostrou um comercial de uma empresa alimentícia americana que dôou comida para desabrigados fazendo um melodrama de como se importa com as pessoas.

Para fechar entra o Castelo falando sobre mobile advertising e mostra um filme da VIVO com a Fbiz sobre um jogo de celular que ele ofereceu para várias empresas e no fim ele prometeu apresentar quem acabou patrocinando. Ele fala da importancia do optin, de empresas como a Coca que querem impactar este mercado, o lado da operadora que não tem canibalização do processo e veículos como o UOL que mandou um convite para ele para oferecer produtos.

Falou que já existem casos de sucesso com mobile como o da Abril oferecendo assinatura de revista para a base da Brasil Telecom. Outro caso foi usando patrocínio do chip com a Adida com um bolão da copa que teve um super resultado. A resposta foi que na maioria foram empresas de celular que patrocinaram além da unilever. Fim do primeiro dia.

A moderadora Fabiana Zanni do Portal Abril começa reforçando que o caminho digital é bom e questiona os próximos passos. Quanto deve ser gasto, onde deve ser gasto e qual o caminho.

Foi solicitado que cada um dos integrantes da mesa falassem um pouco sobre suas empresas e o que eles estão fazendo pela internet. A primeira a falar foi a Silvia de Jesus do RBS que é a rede Globo sul. Ela falou que sua empresa investi muito em internet e exemplificou a influência da internet solicitando que todos pensassem como seria o nosso dia se não tivéssemos acesso um único dia a internet.

Depois falou Ricardo Fort da Coca Cola falou que o objetivo de sua empresa é ser o dialogo com o consumidor (amor). Ele falou que para a Coca eles investem muito mais que a maioria em web, mas lembrou que nem sempre a web funciona para todo mundo. Ainda existe massificação, mas eles preferem arriscar este mercado novo. Disse que já teve fracassos e grande sucessos. A Paola deve ter muito orgulho dele. 🙂

O Luiz Antônio Vargas da Petrobras disse que prefer ir devagar.

Não anotei o nome da moça da Fiat (Maria Lúcia) que falou que a internet é uma possibilidade muito interessante. Para ela não é apenas estar na cesta de opções de divulgação. Para ela a inovação é muito importante. Tem um portal de mais de um milhão de usuários únicos com tempos superior de 8 minutos de visitação.

O German Quiroga da Cyrella disse que antes estava na americanas e resolveu experimentar esta área de contrução, onde tem canal de compra e de relacionamento. Eles conseguem testar idéias com o consumidor e conseguem resultados, mesmo tendo necessidade de vender off line.

A Fabiana contou um case da Volkswagen que criou um mega portal, contratando até jornalistas para produzir conteúdo. O Ricardo disse que a experiência de tentar competir com veículos não funcionou, mas quando ele usou conteúdo próprio como o que recebia na copa do mundo por ter parceria com a FIFA o resultado foi muito bom.

A Silvia tentou acertar que eles investiram em publicidade e a Fabiana disse que apenas foi usada mídia expontânea. A Silvia fez um defesa que ninguém além dos veículos deve produzir conteúdo. Todos os outros afirmaram que não querem concorrer.

Surgiu uma pergunta sobre o uso da publicidade do filme Speed Racer tendo a Petrobras e a resposta do Vargas foi que é uma tendência sim.

Qual o conjunto de fatores que vocês usam para definir o sucesso da suas campanhas online. Entre os itens que ela descreve inclui webanalytics e conteúdo gerado pela mídia. O Quiroga sugere que pensemos na realidade que está chegando. Olha os links patrocinados ai gente.

O Ricardo contou a história que montou um programa proprietário que seria exibido na web e na TV e ele teve quase a mesma audiência em ambos. Isto deve forçar a relação entre anunciante e veículo mudar. O outro caso foi o do estúdio Coca-cola. Eles pesquisaram o quanto as pessoas gostam de coca-cola. No fim eles perceberam que os níveis de preferência de gostar de Coca-cola maior foi de web.

A discussão foi em torno de como era simples montar o plano de mídia e hoje como é complexo.

Falaram também da experiência com mobile. A moça da fiat citou o caso que um test drive era marcado por celular. A Silvia contou que sua empresa tem parceria e disse que teve sucesso com SMS. Falou para ter cuidado com spam no celular.

O moderador era o Mentor Muniz Neto da Bullet que começa a conversa falando sobre o case da Kibon do ipod no palito que reve . Quem acompanha o Lent que está na mesa já sabia disto. Rolou um vídeo mega longo sobre como funcionava a ação.
Então a voz foi passada para o André Bianchi do Limão que falou que isto é experiência e falou da quantidade de usuários únicos. Meu filho já tinha reclamado do CPF. Eu não deixei ele se cadastrar não já que exige isto. Até por que gerador de cpf tem aos montes na web. E ele termina falando de monetização (ugh). Brincadeira.
Mentor apresentou o Lent e perguntou sobre o que é a e a crítica sobre a maneira de mensurar poucos cliques em banner.
O Carlos Merigo da Fisher América foi questionado pelo Mentor quando ele vai começar a viver de blogs. Ele não respondeu preferindo falar que os blogs precisam se estruturar e que os agências também. O Leonardo Byrro da Skol contou que fez um safari que é uma pesquisa diretamente com consumidores e os jovens que ele econtrou tinham um comportamento muito claro como quase não vê TV, só os jogos de mengão. Para se ter uma idéia, a Skol passou a investir cinco vezes mais depois disso com verba online.
Agora o Mentor chamou o Volpini, (José Luis Volpini Mattos) da Oi que falou da luta de vender o online.
O Leonardo recebeu uma pergunta da audiência na mesma linha e respondeu que precisa viver o marketing 2.0 para se relacionar com o mercado.

Walter Longo da Y&R é o moderador e começa lançando uma pergunta inicial que é qual o siginifica de tesarac. Ele começa afirmando que a mídia digtal vem atraindo a atenção, porém ao investimento não cresce na mesma velocidado.
Ele associa o momento que vivemos falando que os consumidores sobem pelo elevador e as agências pela escada.
Tesarac é um momento de grande transformação. Ele menciona que nestes momentos pode ser necessário destruir para então construir. A internet está destruindo as fórmulas antigas, pois é um canal novo. Ele afirma a importância de mensurar. Chega de usar apenas pageview e unique users. Isto incorre o risco da mídia digital mudar de extraordinária para ordinária.
A TV tem perdido muita força nos EUA. No Brasil ainda é tímido este comportamento, mas estamos seguindo nessa linha.

Bob Garfield

Bob Garfield inincia falando em portugues. Ele fala sobre o momento que ainda vivemos. Fala das mídias tradicionais como rádio, TV ainda agem da mesma forma. Cita como as coisas mudam, como o cidade limpa em São Paulo e fala que até um planeta pode deixar de ser um planeta. As coisas mudam.
A MTV que era uma mutante em sempre ser o canal referencia para os jovens começou a perder força para os vídeos online. A revista Time tem demitido muitos funcionários. Falou que enquanto isto, outras empresas estão fornececendo series online sem custos. Enquanto isto as redes de televisão tem perdas e em contra partida YouTube cresce com um modelo de publicidade e também cita os gravadores de TV DVR que também crescrem quase que exponencialmente.
A mudança é quase como aprender outro idioma já que você precisa aprender palavras novas, uma gramática nova. Temos que criar e usar metodos próprios para a web.
A mídia é como Ying Yang, tem que se completar. As TVs estão perdendo força e devido a esta fugas dos anúncios com DVR. A publicidade não será mais apenas comerciais engraçados, mas um jeito novo de se relacionar com o consumidor.
O consumidor agora procura na web por opiniões sobre empresas e produtos para seu processo de decição de compra. Cita que as pessoas estão gastanto milhões em buscas e planejam gastar também em redes sociais.
Continua citando como terceiro item que o consumidor está no controle. Falou que optin e-mail são muito mais confiáveis que comerciais de TV ou rádio. (Eu já tinha cantado a peça) Entenda que a escolha está na mão dos consumidores.
Uma tendencia são os micropagamentos. Eles facilitarão a tendência do Pay Per View onde o usuário compra somente quando precisa e o que precisa.

Perguntas
Na decada de 80 as agências é que definiam o caminho e depois os anunciantes e veículos. O que mudou?

Contou uma historia sobre o six flags que queria distribuir Muitos coupons promocionais (40 mil tickets), a equipe discutia de que forma eles poderiam fazer isto pensando coisas como alugar aviões para lançar coupons na praia e outras formas de distribuir tantos coupons. Durante o brainstorm, o mais junior da equipe que não tinha falado, saiu da sala e retornou alguns minutos avisando que já tinha conseguido distribuir todos os coupons. Ele falou para todos que havia apenas anunciado na Craiglist e rapidamente esgotou tudo. a dúvida é como a agência vai ganhar dinheiro nesta fórmula: acho que não ganha.
Surgem outras perguntas na linha de mídia nova versus mídia velha, modelo de ganho das agências e só para complementar ele chega ao ponto de esquecer uma das perguntas devido a longa resposta.